Dentro do desenvolvimento de software, a primeira fase de análise de requisitos é a mais importante. Essa é a fase que envolve o recolhimento de informações sobre as necessidades do cliente e a definição, nos termos mais claros possíveis, do problema que o produto deverá resolver.

Bem, pelo menos é assim que deveria acontecer. Na realidade, há alguns problemas que podem prejudicar esse modelo teórico e causar atrasos no restante do processo. Neste artigo vamos discutir alguns dos problemas mais comuns que empresas enfrentam durante a análise dos requisitos e sugerir possíveis soluções. Acompanhe!

Os clientes não sabem (realmente) o que querem

Possivelmente o problema mais comum na fase de análise de requisitos é que os clientes têm apenas uma vaga ideia do que eles precisam, e cabe a você fazer as perguntas certas e realizar a análise necessária para transformar essa visão amorfa em requisitos de um software formalmente documentados, que podem, por sua vez, ser usados como base para um plano de projeto e uma arquitetura de engenharia.

Para resolver esse problema, você deve:

  • tornar visíveis todas as premissas que o cliente está usando e avaliar criticamente os prováveis ​​benefícios e riscos do usuário final do projeto.

  • tentar escrever uma declaração de visão concreta para o projeto, que abrange tanto as funções específicas ou os benefícios ao usuário que fornece quanto o problema de negócios global que se espera resolver.

Mudança de requisitos durante o curso do projeto

O segundo problema mais comum com os projetos de software é que os requisitos definidos na primeira fase mudam à medida que o projeto avança. Isso pode ocorrer porque, à medida que o desenvolvimento progride e os protótipos forem desenvolvidos, os clientes são capazes de ver mais claramente os problemas com o plano original e fazer correções de curso necessárias.

Para resolver esse problema, você deve:

  • estabelecer marcos para cada fase de desenvolvimento além da qual certas mudanças não são permitidas. Por exemplo, não permitir grandes mudanças quando um módulo atingir 75% de conclusão;

  • assegurar-se que os pedidos de alteração (e aprovações) sejam claramente comunicados a todas as partes interessadas juntamente com o seu raciocínio, e que o plano de projeto principal seja atualizado em conformidade.

Os clientes têm prazos irreais

Um erro comum é concordar com prazos irreais sugeridos pelo cliente antes de realmente realizar uma análise detalhada do escopo do projeto e dos recursos necessários para executá-lo. Ao aceitar uma linha de tempo irracional sem discussão, você estará sujeito a sofrer com projetos sendo adiados (porque não foi possível executá-lo a tempo) ou com defeitos de qualidade.

Para resolver esse problema, você deve:

  • converter a especificação de requisitos de software em um plano de projeto, detalhando tarefas e recursos necessários em cada estágio e modelando cenários de melhor, médio e pior caso;

  • certificar-se que o plano do projeto leve em conta as restrições de recursos disponíveis e manter tempo suficiente para testes e inspeção de qualidade.

Existem lacunas de comunicação

Muitas vezes os clientes e os engenheiros não conseguem se comunicar claramente uns com os outros porque eles vêm de mundos diferentes e não entendem termos técnicos da mesma maneira.

Isso pode levar à confusão e à falta de comunicação grave, e uma tarefa importante, especialmente durante a fase de análise de requisitos, é garantir que ambas as partes tenham uma compreensão precisa do produto e as tarefas necessárias para alcançá-lo.

Para resolver esse problema, você deve:

  • tomar notas em cada reunião e disseminá-las entre toda a equipe do projeto;

  • ser consistente no uso das palavras e registrar todas as negociações.

A equipe de desenvolvimento não entende a política da organização do cliente

Em grandes organizações, a informação é muitas vezes fragmentada e a análise de requisitos pode ser, portanto, bloqueada por problemas de confiança ou conflitos internos de interesse.

Para resolver esse problema, você deve:

  • cultivar aliados, construir relacionamentos e pensar sistematicamente sobre seu capital social na organização;

  • usar pontos iniciais de acesso/alavancagem para defender sua agenda.

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