Muitas empresas ainda não estão a par da chegada do trabalho colaborativo, mas o fato é que ele está mudando a forma de fazer negócios no mundo inteiro, e quem não se adaptar corre sério risco de ficar para trás. Nosso modelo capitalista “selvagem” tem como uma de suas bases a competição, como se essa fosse uma grande lição dada pelo mundo natural, mas essa concepção é míope, para dizer pouco.

O grande sucesso da natureza está, na verdade, na cooperação, principalmente entre os membros de uma espécie ou em um organismo — que, no mundo dos negócios, poderia ser a empresa, a organização.

Comparações à parte, o trabalho colaborativo se consolidou nas startups do Vale do Silício e tem se mostrado muito vantajoso para todo tipo de empreendimento. Agora, veja o que fazer para implantá-lo:

Informação em circuito — a teia

Em uma teia de aranha, uma mosca cai em um extremo da armadilha. Ela reverbera por todos os fios e a tecelã sabe exatamente o que está acontecendo e o que pode ser feito. Agora pense em uma teia com milhares de aranhas. Um filme de terror? Não, uma equipe altamente conectada.

Mecanismos simples — como reuniões breves de compartilhamento — podem fazer toda a diferença na integração da equipe. Existem softwares de gestão feitos exatamente para agilizar e potencializar a comunicação. Inclusive, pequenas e grandes empresas podem se beneficiar deles.

Inovação — a nata da nata

Já ouviu falar em pássaros que comem nata? Os chapins-azuis da Inglaterra aprenderam a abrir as garrafas de leite que eram deixadas na porta das casas. O comportamento se espalhou (por imitação) pelas populações de toda a Europa. Mas por quê? E por que não? Esse é o espírito!

Para atrair millennials talentosos e manter sua equipe engajada, valorize a expressão de suas ideias, mesmo (e especialmente) as mais fora da caixa. É assim que o inimaginável pode virar realidade — e negócio.

Resultado sobre esforço — o pulo do gato

Se você pensa que um leão passa a vida caçando, engana-se. Para começar, quem caça é a leoa. E elas fazem isso em bandos muito organizados. Uma caçada bem-sucedida e o trabalho está feito. Hora de descansar.

É comum valorizar o esforço do funcionário acima da sua produtividade. Mas o que importa são as horas que ele trabalha ou o resultado alcançado? Se ele faz em menos tempo, não seria uma vantagem? Então, recompense-o por isso! Esse, aliás, foi um dos pensamentos que fez deslanchar a Netflix.

Arquitetura e design — peixe dentro d’água

Ambientes de trabalho geralmente não são muito convidativos aos funcionários, não é mesmo? Cumprida a função, vai-se rapidamente embora. Passa-se horas na empresa desejando estar em outro lugar. 

Mas e se a empresa fosse o nosso habitat natural? Um design aconchegante, acolhedor e, acima de tudo, propício à integração e ao trabalho colaborativo podem transformar a relação da equipe com o espaço. Pense que mesmo quando estão relaxando, eles continuam produzindo: compartilhando questões, criando soluções e construindo ideias. Isso só dará certo, claro, se você deixar de contar as horas trabalhadas e estabelecer metas.

A ética colaborativa — homem, primata social

Depois de aderir a essas estruturas de trabalho colaborativo, você verá toda a equipe feliz em estar na empresa, ciente da valorização diferenciada que tem ali e motivada a atingir metas e vencer desafios porque se sente parte de um todo.

É essencial incentivar e reforçar a ética colaborativa e desencorajar a competição durante todo o processo de transição, afinal, não é da noite para o dia que se muda toda a cultura da empresa. 

Pense que um coletivo não é apenas a soma das individualidades, mas a sua potência. E enquanto se disputa internamente na organização, perde-se o objetivo maior: o sucesso da empresa, que pode — e deve — ser o sucesso de todos, em realização, reconhecimento e progressão de carreira. Lembre-se de colaborar você também.

Esperamos que esse texto tenha contribuído de alguma forma para o seu crescimento — porque trabalho colaborativo é isso: compartilhar!

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