Quando se realiza o planejamento da implementação de um novo sistema, muitas vezes o foco fica somente nos requisitos funcionais dele. Não é incomum o gestor do projeto tratar a migração de dados de sistemas legados como apenas uma pequena etapa em um processo maior.

Esse pensamento pode se voltar contra todos, e causar muitos problemas na execução do projeto, atrasos e até mesmo cancelamento, pois a migração de dados é um processo muito mais complicado do que se imagina.

Para fazer essa dura tarefa de forma exemplar, algumas boas práticas trazem mais confiança na hora de executar os passos. Veja abaixo 3 formas diferentes de como fazer sua migração de dados da melhor forma possível!

Passos para uma migração de dados eficiente

A migração de dados possui muitas peculiaridades, como, por exemplo, quando os dados vão para o novo sistema e podem precisar de transformações ou tratamentos. Então, deve-se, primeiramente, criar uma estratégia de ponta a ponta sobre como funcionará esse projeto dentro de outro projeto.

Com uma estratégia sólida, a parte de análise vem em seguida, na qual a equipe descobrirá todo o cenário atual e entender que tipo de intervenção técnica será necessária nos dados que serão migrados. Dentro desse passo, também entra o levantamento de requisitos e o desenho de como serão criadas e executadas as tarefas relativas à migração.

Após ter um desenho de qualidade em mãos, chega a hora de colocar a mão na massa e fazer a migração. É importante que haja muita comunicação entre todos os stakeholders, para que, caso um caminho errado seja pego, a correção de curso seja ágil.

Os testes entram como parte crucial para que o processo alcance o sucesso. Eles devem ser rigorosos, e feitos por pessoas que tenham muito conhecimento do negócio e possam apontar problemas que um time de desenvolvimento pode não ser capaz de encontrar.

Uma migração de dados por natureza é iterativa, entretanto, ela pode ter outras características que se adaptam melhor a determinado tipo de negócio, podendo ser incremental, paralela ou para um destino específico, como a nuvem.

1. Migração de dados incremental

Se a intenção é que a migração seja feita separada em assuntos específicos, ela se torna incremental. Isso acontece porque o passo seguinte dependerá de que um anterior seja realizado. Por exemplo, a migração de faturamento de uma empresa pode ser feita somente após a migração dos dados dos clientes, pois uma informação é dependente da outra.

É uma boa estratégia a ser seguida caso haja um prazo mais extenso para que tudo seja feito, pois é possível ter um controle maior da informação e criar casos de teste mais completos.

2. Migração de dados paralela

Quando há um cenário em que as informações não são dependentes entre si, é possível migrar diversos dados de forma paralela, com times separados trabalhando na migração.

Ganha-se muito tempo com esse tipo de migração, mas a fase de análise nesse caso deve ser muito mais minuciosa, pois, caso seja deixado passar algum tópico importante, pode-se perder muito trabalho já completado e criar atrasos ainda maiores.

3. Migração para a nuvem

Atualmente, é seguro afirmar que migrar os dados para a nuvem é a melhor estratégia de curto e longo prazo para a empresa. Na nuvem, os dados estarão acessíveis de qualquer lugar e o ambiente é propício para aceitar dados de diversas fontes e tipos, economizando em tempo de desenvolvimento nas tarefas que deverão ser realizadas.

Existem muitas soluções em nuvem no mercado e mesmo as oferecidas pelas gigantes da tecnologia são acessíveis a empresas de qualquer porte. Com essas características, praticamente toda empresa existente utiliza serviços da nuvem para guardar seus dados como nova solução.

A migração de dados definitivamente pode se tornar uma enorme dor de cabeça para o gestor do projeto e todos os envolvidos. Então, obter conhecimento sobre o assunto e tratar essa tarefa com sua real importância vai trazer muito mais tranquilidade para toda a equipe e deixar todos preparados para realizar essa tarefa árdua, porém recompensadora.

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